Mae nostalgica olhando fotos antigas sentindo saudades da maternidade

“Que saudade de quando era bebê”: O dia em que a independência do meu filho me fez chorar

“Há um tempo, no meio de noites em claro e braços cansados de carregar tanto peso, tudo o que eu mais queria era que o tempo corresse… E hoje, olhando para ela crescendo e descobrindo o mundo com as próprias pernas, sinto as intensas saudades da maternidade e me peguei com um nó na garganta pensando: “que saudade de quando era bebê e dependia de mim”.

Sentir essa ambivalência é o resumo perfeito da saudades da maternidade. Nós passamos os primeiros anos implorando por um pouquinho de espaço e autonomia, mas quando essa autonomia finalmente chega, o coração da mãe sente um vazio estranho.

Neste artigo do Manual da Gigi, quero abraçar as mães que, assim como eu, estão olhando para as roupas guardadas no armário e lidando com a nostalgia de ver o bebê virar criança.

O colo que vai ficando vazio aos poucos

No início, nós somos o mundo inteiro deles. O bebê chora e só acalma no nosso peito, no nosso cheiro. Essa dependência 100% física nos esgota, mas também nos dá um propósito avassalador.

De repente, sem que a gente perceba o dia exato da transição, eles começam a preferir brincar no chão, correm para o abraço do pai, querem comer sozinhos com a colher e já não precisam mais que a gente os embale para dormir. O colo vai ficando mais leve, a casa vai ficando menos barulhenta, e a mãe precisa aprender a reaprender o seu papel. A gente passa de “porto seguro obrigatório” para “assistente de descobertas”. E dói um pouquinho, sim.

O tempo cura o cansaço, mas ativa a nostalgia

O mais curioso da mente de uma mãe é que a nossa memória é seletiva. O tempo passa e a gente esquece a dor do parto, esquece o desespero da cólica da madrugada e a exaustão extrema. O que fica na nossa mente são os momentos doces: o cheirinho do topo da cabeça do recém-nascido, o primeiro sorriso banguela, o barulhinho dos primeiros passos cambaleantes.

Sentir saudades de quando eles dependiam de nós não significa que queremos voltar ao cansaço avassalador do início. Significa apenas que temos saudades daquela conexão única, onde éramos a resposta para todas as dores e necessidades deles.

Como eternizar e lidar com as memórias de cada fase

Já que não podemos congelar o tempo, o melhor caminho para lidar com essa nostalgia é registrar e celebrar cada etapa. Criar memórias físicas ajuda o coração a sossegar quando a saudade aperta.

  • Livros do bebê e álbuns de fotos: Não deixe as fotos apenas no celular. Imprimir e escrever as gracinhas que eles fazem em cada idade é um tesouro para o futuro.
  • Caixas de recordações: Guardar a primeira roupinha da maternidade, a pulseira do hospital ou o primeiro sapatinho ajuda a manter um pedacinho daquela fase sempre perto das nossas mãos.

“Para as mães que também sentem o tempo voar e querem guardar cada detalhe com carinho, vale muito a pena ter um diário físico. Você pode ver opções lindas de Livros do Bebê e Álbuns de Recordações na Amazon e também Caixas Organizadoras de Memórias Infantis.”

Criar os filhos para o mundo também é um ato de amor

Ver os nossos filhos crescerem e dependerem cada vez menos de nós é o sinal mais claro de que estamos fazendo um bom trabalho. Nós os acolhemos na vulnerabilidade para que eles se tornassem fortes e seguros para voar.

Se o aperto no peito bater hoje ao olhar para uma foto antiga, chore o que tiver que chorar, sinta a sua saudade, mas abrace com força a criança que está na sua frente agora. Cada fase tem suas dores, mas todas elas deixam marcas lindas na nossa história! Esse é o momento mágico.

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